Agosto

19/03/2010

Autor: Rubem Fonseca
Título: Agosto

Tema: Romance
Cedente: Silimed

Sinopse

Agosto de 1954, caos e escândalos políticos aparecendo diariamente nas páginas dos jornais. Getúlio Vargas, Presidente da República, começa perder sua popularidade. O povo está dividido entre o Presidente e Carlos Lacerda, jornalista implacável que diz desmascarar o governo brasileiro.

Gregório Fortunato – chefe da guarda pessoal de Vargas – consciente de que o jornalista constitui uma ameaça, planeja um atentado contra a sua vida.  Outro crime acontece: o assassinato de um milionário em sua própria residência, um luxuoso apartamento duplex, em bairro de classe média alta, na cidade do Rio de Janeiro. São crimes que cercam a vida do Comissário Mattos.

Enquanto isso, a situação se torna cada vez mais crítica para o Presidente. Vargas marca uma reunião com os ministros no Palácio do Catete. A reunião estende-se à madrugada. Cada ministro faz a sua análise da situação política nacional.

O Presidente, cansado, solitário e deprimido, sobe para a ala residencial do Palácio e decide “sair da vida para entrar na História”. Um tiro no peito rouba-lhe a vida e convulsiona o país. O suicídio é encarado como saída derradeira para a situação catastrófica.

Ao final do romance, temos uma quantidade de elementos: a corrupção policial, as negociatas políticas no Senado e na Câmara, a compra de favores. A derrota do único honesto, o Comissário Mattos, é sinal da impossibilidade de existir algum resquício de honestidade naquele meio.

A última página do livro diz que “a cidade teve um dia calmo”, apenas dois dias após a turbulência da morte de Getúlio Vargas. Afinal, esta é uma cena brasileira: as convulsões ocorrem, mas tudo sempre volta à calma com o se nada tivesse acontecido.

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